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Isabel nasceu em 25 de julho de 1876, no Castelo de Possenhofen, às margens do Lago de Starnberg, na Baviera. Era a segunda filha de Carlos Teodoro, Duque na Baviera, e de Maria José de Bragança, filha do rei D. Miguel I de Portugal. Sua madrinha foi sua tia, a imperatriz Isabel da Áustria (Sissi), e também era sobrinha de Maria Sofia da Baviera, ex-rainha do Reino das Duas Sicílias, e de Sofia Carlota, Duque de Alençon. Além da meia-irmã Amália da Baviera, filha do primeiro casamento de seu pai, Isabel teve quatro irmãos: Sofia Adelaide, Maria Gabriela, Luís Guilherme e Francisco José da Baviera. A família do Duque na Baviera era conhecida pela personalidade excêntrica de alguns de seus membros. Seu pai abandonou a carreira militar para dedicar-se à medicina, tornando-se membro da Academia de Ciências em 1875 e um renomado oftalmologista, especializado no tratamento da catarata. Sua mãe colaborava como enfermeira na clínica oftalmológica fundada pelo marido, onde pacientes carentes eram atendidos gratuitamente. Influenciada pelo exemplo do pai, Isabel recebeu uma educação liberal, convivendo com pessoas de diferentes origens sociais e nacionalidades. Em 1890, ingressou com a irmã Maria Gabriela no Internato Saint-Joseph, em Zangberg, onde estudou alemão, francês e inglês, além de aprender piano e violino. Após concluir os estudos, retornou ao Castelo de Possenhofen. Em 1898, viajou com a família ao norte da África, visitando a Argélia e a Tunísia, experiência que despertou seu interesse por viagens e patrimônio histórico.
Fontes: pt.wikipedia.org
Nos anos anteriores, sua família foi marcada pela morte da tia Sofia Carlota, Duque de Alençon, no incêndio do Bazar de la Charité, em 1897, e pelo assassinato de sua madrinha, a imperatriz Sissi da Áustria, em Genebra, no ano seguinte.
Fontes: pt.wikipedia.org
Isabel notou o príncipe Alberto da Bélgica pela primeira vez em maio de 1897, em Paris, durante o funeral da Duquesa de Alençon. Na ocasião, porém, Alberto estava apaixonado pela princesa Isabel de Orleães, união vetada por seu tio Leopoldo II da Bélgica por razões políticas, devido às pretensões orleanistas ao trono francês do pai da princesa. Em janeiro de 1900, durante uma visita à irmã Henriqueta em Neuilly-sur-Seine, Alberto conheceu Isabel e sua irmã Maria Gabriela da Baviera. Encantado com Isabel, pediu-a em casamento após um novo encontro durante a Exposição Universal de Paris. O noivado foi oficializado em Fontainebleau, em 29 de maio de 1900, com a aprovação de Leopoldo II. Apesar da resistência inicial dos pais de Alberto, que consideravam a família da noiva excêntrica e "pobre", o casamento foi celebrado em Munique, em 2 de outubro de 1900, após adiamento devido ao falecimento da princesa Josefina de Baden.
Fontes: pt.wikipedia.org
Três dias após o casamento, Alberto e Isabel chegaram à Bélgica, onde foram bem recebidos pela população. Em 9 de outubro de 1900, participaram de uma recepção na Société royale de la Grande Harmonie em Bruxelas. Isabel conheceu a Rainha Maria Henriqueta, consorte de Leopoldo II, e adaptou-se à rígida corte belga, marcada pela personalidade autoritária de Leopoldo II e pelo conservadorismo dos pais de Alberto, os condes de Flandres. Inicialmente, o casal viveu no Palácio do Conde de Flandres, mas a falta de privacidade levou-os, em 1901, a instalar-se no Hôtel van der Noot d'Assche, em Bruxelas, tornando-se mais independentes. O casal teve três filhos: Leopoldo (1901–1983), futuro Rei dos Belgas; Carlos (1903–1983), Conde de Flandres e regente do reino entre 1944 e 1950; e Maria José (1906–2001), que se tornou Rainha da Itália como consorte de Humberto II em 1946 por breve período.
Fontes: pt.wikipedia.org
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